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Música: Pedro Abrunhosa – um dos meus artistas preferidos

Se me colocarem numa situação em que tenho de nomear um artista favorito, e essa situação for de vida ou morte, estou tramado. A verdade é que gosto de muita coisa e em cada artista que me cativa, vejo as suas qualidades e defeitos, mas é-me extremamente difícil optar por um.

Desta vez, apresento neste blog, um artista português que está no meu top de favoritos: Pedro Abrunhosa. Prefiro utilizar a palavra artista porque considero-o um músico, um poeta e um performer genial. Desde a sua formação musical – sim, formação a sério na Escola de Música do Porto e no Conservatório – à imagem que criou, tudo parece pensado e propositado, culminando na música que apresenta e nos seus álbuns e nos espetáculos que fascinam os fãs.

A Queima das Fitas do Porto, permitiu-me ver vários concertos – entre outras coisas! – de alguns artistas nacionais. Dois desses concertos foram de Pedro Abrunhosa e os Bandemónio – sendo que a sua última atuação, que vi na Queima, foi marcada pela execução ao vivo dos Bandemónio, para posteriormente nascer o Comité Caviar. Também foram vários os concertos que vi de Pedro Abrunhosa (quer com Bandemónio, quer com Comité Caviar) fora do Queimódromo, e posso dizer que adorei cada um deles. A energia dos músicos, a genica do Pedro Abrunhosa e a motivação dos fãs, fizeram-me viver momentos de dança louca, de introspeção e de romantismo.

Desde os primórdios que as suas músicas não se cingem a um só estilo ou a uma só ideia, elas evoluem acompanhando a evolução da sociedade e das relações, expressando a revolta de muitos contra o sistema e amadurecendo sentimentos. Sejam músicas mais sentimentalistas –É difícil, Se fosse um dia o teu olhar, Tudo o que eu te dou, Ilumina-me, Eu não sei quem te perdeu, Será, Momento uma espécie de céu,… – sejam músicas mais divertidas – Socorro, Dá-me tudo o que tens para me dar, Talvez Foder, Diabo no Corpo, A dor do dinheiro, Rei do Bairro Alto,… - não só a musicalidade, mas também as letras transformam o ânimo de quem as ouve.

 

(Eu já estou alterado só porque enumerei algumas músicas, com a certeza de que deixei muitas outras de parte – talvez, injustamente.)

Claro que também importa referir que se trata de um artista com ligação à minha tão amada Cidade Invicta, que escreve e canta sobre o Porto – implícita ou explicitamente - de uma maneira tão realista, que sou capaz de garantir que dão a conhecer ainda melhor esta cidade, enquanto um ser vivo composto por granito, cimento e betão.

Eu aprecio imenso as músicas de Pedro Abrunhosa e, sempre que posso, vou assistir aos seus concertos, tendo a certeza de sair satisfeito e diferente.

Para finalizar vou destacar 2 músicas. A Balada da Gisberta é provavelmente a música que mais me chocou e me tocou, ao retratar a dura realidade de uma transexual brasileira que foi assassinada por jovens no centro do Porto – a história é verídica e chocante. (E desde já peço desculpa por não ser uma versão oficial.) E depois deixo-vos com uma música mais alegre, Todos Lá P'ra Trás, que é um retrato da atualidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

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